ITA 2014 — questão 16 de Física

Gabarito DDinâmica — superfície parabólica da água num cilindro girandoProva de Física · testes 1 a 20
Enunciado — imagem da prova
Enunciado da questão 16 de Física do ITA 2014

Enunciado em texto

Constantes dadas na prova (símbolos adotados nesta prova): gg: módulo da gravidade na superfície da Terra. GG: constante gravitacional universal. cc: velocidade da luz no vácuo. ℏ\hbar: constante de Planck reduzida.

Um cilindro de altura hh e raio aa, com água até uma certa altura, gira com velocidade angular ω\omega constante. Qual o valor máximo de ω\omega para que a água não transborde, sabendo que neste limite a altura zz (ver figura) é igual a h/3+ω2a2/(4g)h/3 + \omega^2 a^2/(4g)? Dado: num referencial que gira com o cilindro, e, portanto, considerando a força centrífuga, todos os pontos da superfície da água têm mesma energia potencial.

[Figura: corte de um cilindro de altura hh e largura 2a2a, com água (cinza) cuja superfície é uma curva em “U” (parábola) que toca as bordas no alto do cilindro. A cota zz vai da borda de cima do cilindro até o ponto mais baixo da superfície, no eixo; no eixo há uma seta circular indicando a rotação ω\omega.]

A) ω=2gh/(3a2)\omega = \sqrt{2gh/(3a^2)}

B) ω=4ga/(9h2)\omega = \sqrt{4ga/(9h^2)}

C) ω=4ga/(3h2)\omega = \sqrt{4ga/(3h^2)}

D) ω=4gh/(3a2)\omega = \sqrt{4gh/(3a^2)}

E) ω=4gh/(9a2)\omega = \sqrt{4gh/(9a^2)}

(Enunciado e figura: Vestibular ITA 2014, prova de Física — ITA.)

Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Resolução comentada

O que a questão pede: a maior rotação sem que a água transborde, usando a informação sobre zz.

Passo 1 — o formato da superfície. No referencial que gira, uma porção de água de massa mm a uma altura yy e a uma distância xx do eixo tem energia potencial gravitacional mgymgy e energia potencial “centrífuga” −12mω2x2-\tfrac{1}{2}m\omega^2 x^2. Se todos os pontos da superfície têm a mesma energia,

mgy−12mω2x2=constantemgy - \tfrac{1}{2}m\omega^2 x^2 = \text{constante}

y(x)=y0+ω2x22gy(x) = y_0 + \frac{\omega^2 x^2}{2g}

A superfície é uma parábola com o vértice no eixo.

Passo 2 — o desnível entre a borda e o centro. Na parede (x=ax = a) a água está mais alta que no eixo:

y(a)−y0=ω2a22gy(a) - y_0 = \frac{\omega^2 a^2}{2g}

No limite de transbordar, a água encosta na borda de cima do cilindro, e esse desnível é exatamente o zz da figura.

Passo 3 — igualando com o dado.

ω2a22g=h3+ω2a24g\frac{\omega^2 a^2}{2g} = \frac{h}{3} + \frac{\omega^2 a^2}{4g}

ω2a24g=h3\frac{\omega^2 a^2}{4g} = \frac{h}{3}

ω=4gh3a2\omega = \sqrt{\frac{4gh}{3a^2}}

Conferindo: a dimensão confere (gh/a2g h/a^2 tem unidade de 1/s²). E o resultado é razoável: cilindro mais alto (hh maior) aguenta girar mais rápido; cilindro mais largo (aa maior), menos.

De onde vem o h/3h/3: a água conserva o volume, e a altura média de um paraboloide fica no meio do caminho entre o vértice e a borda. Com isso, a expressão do enunciado corresponde a água inicialmente parada até 2h/32h/3 da altura do cilindro.

⚠️ A armadilha: esquecer o fator 1/2 da energia “centrífuga” e escrever o desnível como ω2a2/g\omega^2 a^2/g. Aí ω2a2/g−ω2a2/(4g)=h/3\omega^2 a^2/g - \omega^2 a^2/(4g) = h/3 dá ω=4gh/(9a2)\omega = \sqrt{4gh/(9a^2)}, a alternativa E.

A ideia em uma frase: água girando forma uma parábola cujo desnível entre a parede e o eixo é ω2a2/(2g)\omega^2 a^2/(2g).

Resposta: alternativa D (ω=4gh/(3a2)\omega = \sqrt{4gh/(3a^2)}).

Vídeo em breve

A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.

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