EEAR 2022 (CFS 1) — questão 75 de Física

Gabarito DCinemática — lançamento oblíquo (altura máxima e energia cinética no topo)Exame de Admissão ao CFS 1/2022 · Física
Enunciado — imagem da prova
Enunciado da questão 75 de Física do EEAR 2022 (CFS 1)

Enunciado em texto

Uma pequena esfera de massa igual a 500 g é lançada obliquamente de um ponto no solo, segundo um ângulo α formado com a horizontal, e com velocidade inicial (v⃗0)(\vec{v}_0) de módulo igual a 20 m/s, conforme a figura. Desprezando a resistência do ar e considerando o módulo da aceleração da gravidade no local igual a 10 m/s², o valor do cosseno de α igual a 0,8 e o valor do seno de α igual a 0,6, qual, respectivamente, o valor da altura máxima (hmaxh_{\text{max}}), em m, atingida pela esfera e qual o valor da energia cinética, em J, nessa altura máxima?

[Figura: eixos x (horizontal) e y (vertical). Da origem sai o vetor v⃗0\vec{v}_0, inclinado do ângulo α em relação ao eixo x; a trajetória é uma parábola que sobe, atinge o ponto mais alto e volta ao eixo x. Um segmento vertical do eixo x até o topo da parábola está marcado hmaxh_{\text{max}}.]

a) 7,2; 0

b) 7,2; 32

c) 14,4; 64

d) 7,2; 64

(Enunciado e figura: Exame de Admissão ao CFS 1/2022 — EEAR.)

Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), do Comando da Aeronáutica.

Resolução comentada

O que a questão pede: a altura máxima da esfera e a energia cinética que ela ainda tem lá em cima.

Passo 1 — decompor a velocidade inicial:

v0x=20×0,8=16 m/sv_{0x} = 20 \times 0{,}8 = 16\ \text{m/s}

v0y=20×0,6=12 m/sv_{0y} = 20 \times 0{,}6 = 12\ \text{m/s}

Passo 2 — altura máxima. Na vertical o movimento é uniformemente variado e, no topo, vy=0v_y = 0. Por Torricelli:

0=v0y2−2 g hmax0 = v_{0y}^2 - 2\,g\,h_{\text{max}}

hmax=1222×10=14420=7,2 mh_{\text{max}} = \frac{12^2}{2 \times 10} = \frac{144}{20} = 7{,}2\ \text{m}

Passo 3 — energia cinética no topo. Na horizontal não há aceleração (sem resistência do ar), então vxv_x continua 16 m/s. No topo só a componente vertical zerou:

Ec=m vx22=0,5×1622=64 JE_c = \frac{m\,v_x^2}{2} = \frac{0{,}5 \times 16^2}{2} = 64\ \text{J}

Conferindo pela energia: no lançamento, Ec=0,5×202/2=100E_c = 0{,}5 \times 20^2/2 = 100 J. No topo, Ep=mgh=0,5×10×7,2=36E_p = mgh = 0{,}5 \times 10 \times 7{,}2 = 36 J. Sobram 100 − 36 = 64 J de energia cinética.

⚠️ A armadilha: achar que a esfera “para” no ponto mais alto e marcar energia cinética zero (alternativa A). Quem zera é só a velocidade vertical; a horizontal continua. E esquecer o 2 de Torricelli dá 144/10 = 14,4 m, a altura da alternativa C.

A ideia em uma frase: no topo de um lançamento oblíquo a velocidade não é zero: é a componente horizontal, que nunca mudou.

Resposta: alternativa D (7,2 m; 64 J).

Vídeo em breve

A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.

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