ENEM 2017 (2ª aplicação) — questão 131 de Física

Enunciado em texto
A aquisição de um telescópio deve levar em consideração diversos fatores, entre os quais estão o aumento angular, a resolução ou poder de separação e a magnitude limite. O aumento angular informa quantas vezes mais próximo de nós percebemos o objeto observado e é calculado como sendo a razão entre as distâncias focais da objetiva (F₁) e da ocular (F₂). A resolução do telescópio (P) informa o menor ângulo que deve existir entre dois pontos observados para que seja possível distingui-los. A magnitude limite (M) indica o menor brilho que um telescópio pode captar. Os valores numéricos de P e M são calculados pelas expressões:
P = 12/D e M = 7,1 + 5(log D), em que D é o valor numérico do diâmetro da objetiva do telescópio, expresso em centímetro.
Disponível em: www.telescopiosastronomicos.com.br. Acesso em: 13 maio 2013 (adaptado).
Ao realizar a observação de um planeta distante e de baixa luminosidade, não se obteve uma imagem nítida. Para melhorar a qualidade dessa observação, os valores de D, F₁ e F₂ devem ser, respectivamente,
a) aumentado, aumentado e diminuído.
b) aumentado, diminuído e aumentado.
c) aumentado, diminuído e diminuído.
d) diminuído, aumentado e aumentado.
e) diminuído, aumentado e diminuído.
Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem ao ENEM.
Resolução comentada
A questão dá três fórmulas e um problema com dois defeitos. O caminho é traduzir cada defeito em uma exigência e ver o que cada exigência pede de , e .
Os dois defeitos, ditos no enunciado: o planeta é distante (aparece pequeno → falta aumento angular), é de baixa luminosidade (falta captar brilho → é a magnitude limite) e a imagem saiu sem nitidez (falta resolução).
Exigência 1 — captar mais brilho.
é o menor brilho que o telescópio consegue captar; quanto maior , mais fraco o objeto que ainda aparece. Como cresce com :
Exigência 2 — melhorar a nitidez.
é o menor ângulo entre dois pontos que ainda se distinguem — então quanto menor , melhor. E é inversamente proporcional a :
As duas primeiras exigências apontam para o mesmo lado, e isso já resolve metade da questão: só sobram as alternativas que começam com "aumentado" — A, B e C.
Exigência 3 — aumentar o tamanho aparente.
Para a razão crescer, o numerador sobe e o denominador desce:
Juntando: aumentado, aumentado, diminuído — alternativa A.
O método vale mais que a resposta. Note que não foi preciso calcular nada: bastou perguntar, para cada grandeza, "maior é melhor ou pior?" — e aí a monotonia da fórmula decide o sentido. Em questão com fórmula dada, o erro mais comum não é errar a conta: é errar se o "melhor" é o valor maior ou o menor. Aqui isso aparece duas vezes com sinais opostos: em , maior é melhor; em , menor é melhor.
Por que as outras caem: B e C aumentam (certo) mas diminuem , o que reduz o aumento angular — pioram justamente o problema do objeto distante. D e E diminuem , o que piora brilho e resolução ao mesmo tempo, ou seja, atacam os dois defeitos na direção errada.
Por que é o que mais importa na prática. A objetiva é a "boca" do telescópio: dobrar o diâmetro quadruplica a área e, portanto, a luz coletada — e ainda melhora a resolução. É por isso que telescópios são anunciados pelo diâmetro ("um 200 mm"), e não pelo aumento. Aumento excessivo com abertura pequena só produz uma imagem grande e borrada.
A ideia em uma frase: abertura maior resolve brilho e nitidez ao mesmo tempo; o aumento vem de objetiva longa com ocular curta.
Resposta: alternativa A.
Vídeo em breve
A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.
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