FMABC 2023 — questão 53 de Física

Gabarito CDinâmica — colisão inelástica em duas dimensões (conservação vetorial da quantidade de movimento)Medicina · Prova de Conhecimentos Gerais · Versão 1
Enunciado — imagem da prova
Enunciado da questão 53 de Física do FMABC 2023

Enunciado em texto

Dois automóveis, A e B, de mesma massa, movem-se por ruas planas, horizontais e perpendiculares entre si, com velocidades escalares vA=9v_A = 9 m/s e vB=12v_B = 12 m/s, e colidem no ponto P, no cruzamento entre essas duas ruas. Como as carrocerias desses automóveis foram projetadas para se deformar e absorver energia em caso de acidente, esses carros permanecem juntos após a colisão, movendo-se em uma direção indicada pelo ângulo θ, conforme a figura.

[Figura (vista de cima de um cruzamento): o automóvel A vem pela rua horizontal, da esquerda, com uma seta para a direita; o automóvel B vem pela rua vertical, de baixo, com uma seta para cima. As trajetórias (tracejadas) se encontram em ângulo reto no ponto P. De P sai uma reta tracejada inclinada, para cima e para a direita, que forma o ângulo θ com a horizontal.]

Desconsiderando as dimensões dos veículos, a velocidade com que esses automóveis se movem juntos, imediatamente após a colisão, é de

(A) 5,0 m/s.

(B) 3,0 m/s.

(C) 7,5 m/s.

(D) 2,5 m/s.

(E) 1,0 m/s.

(Enunciado e figura: Vestibular FMABC 2023, Medicina, Prova de Conhecimentos Gerais — FMABC/Vunesp.)

Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem ao Centro Universitário FMABC e à Fundação VUNESP.

Resolução comentada

O que a questão pede: a velocidade do conjunto formado pelos dois carros, logo depois do choque em que eles ficam grudados.

Passo 1 — por que usar a quantidade de movimento. Durante a colisão, as forças entre os carros são internas e muito maiores que as externas; então a quantidade de movimento total se conserva. A energia cinética não se conserva: parte dela vai para a deformação das carrocerias.

Passo 2 — a quantidade de movimento antes (é um vetor!). As duas são perpendiculares, uma na horizontal (m⋅9m \cdot 9) e outra na vertical (m⋅12m \cdot 12). A soma vetorial sai por Pitágoras:

Qantes=m92+122=m225Q_{\text{antes}} = m\sqrt{9^2 + 12^2} = m\sqrt{225}

Qantes=15 mQ_{\text{antes}} = 15\,m

Passo 3 — depois do choque. Os dois carros, de massa total 2m, saem juntos com velocidade V:

2m V=15 m  ⇒  V=7,5 m/s2m\,V = 15\,m \;\Rightarrow\; V = 7{,}5\ \text{m/s}

Conferindo a direção: tg θ=129=43\text{tg}\,\theta = \frac{12}{9} = \frac{4}{3}, ou seja, θ ≈ 53° acima da horizontal, para cima e para a direita, como na figura: o carro B, mais rápido, “puxa” mais o conjunto para a direção dele.

⚠️ A armadilha: esquecer que depois do choque a massa é dupla. A conta para em 92+122=15\sqrt{9^2 + 12^2} = 15 m/s, que nem está nas alternativas. A outra é somar as velocidades como números, sem considerar que são perpendiculares: (9+12)/2=10,5(9 + 12)/2 = 10{,}5 m/s, também fora das opções.

A ideia em uma frase: em colisão, a quantidade de movimento se conserva como vetor; com movimentos perpendiculares, some por Pitágoras e divida pela massa total.

Resposta: alternativa C (7,5 m/s).

Vídeo em breve

A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.

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