ENEM 2020 — questão 113 de Física

Gabarito DHidrostática — densidade por deslocamento de água2º dia · Aplicação regular · Caderno 5 (Amarelo)
Enunciado — imagem da prova
Enunciado da questão 113 de Física do ENEM 2020

Enunciado em texto

As moedas despertam o interesse de colecionadores, numismatas e investidores há bastante tempo. Uma moeda de 100% cobre, circulante no período do Brasil Colônia, pode ser bastante valiosa. O elevado valor gera a necessidade de realização de testes que validem a procedência da moeda, bem como a veracidade de sua composição. Sabendo que a densidade do cobre metálico é próxima de 9 g cm⁻³, um investidor negocia a aquisição de um lote de quatro moedas A, B, C e D fabricadas supostamente de 100% cobre e massas 26 g, 27 g, 10 g e 36 g, respectivamente. Com o objetivo de testar a densidade das moedas, foi realizado um procedimento em que elas foram sequencialmente inseridas em uma proveta contendo 5 mL de água, conforme esquematizado.

O gráfico mostra o volume de água em cada proveta: 5 mL (só água), 7 mL (com A), 10 mL (com A e B), 12 mL (com A, B e C) e 16 mL (com A, B, C e D).

Com base nos dados obtidos, o investidor adquiriu as moedas

a) A e B. b) A e C. c) B e C. d) B e D. e) C e D.

Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem ao ENEM.

Resolução comentada

O que a questão pede: quais das quatro moedas são realmente de cobre puro.

Passo 1 — o método. As moedas entram uma de cada vez numa proveta que começa com 5 mL5\ \text{mL} de água. Cada moeda empurra para cima um volume de água igual ao volume dela (é o princípio de Arquimedes usado como régua). Então o volume de cada moeda é a diferença entre duas leituras consecutivas.

Passo 2 — ler o gráfico e tirar as diferenças. As leituras são 5→7→10→12→16 mL5 \to 7 \to 10 \to 12 \to 16\ \text{mL}:

VA=7−5=2 mLVB=10−7=3 mLV_A = 7 - 5 = 2\ \text{mL} \qquad V_B = 10 - 7 = 3\ \text{mL}

VC=12−10=2 mLVD=16−12=4 mLV_C = 12 - 10 = 2\ \text{mL} \qquad V_D = 16 - 12 = 4\ \text{mL}

O erro que essa etapa cobra: usar a leitura absoluta em vez da diferença. Na quarta proveta há quatro moedas dentro; os 16 mL16\ \text{mL} não são o volume da D.

Passo 3 — calcular a densidade de cada uma (lembrando que 1 mL=1 cm31\ \text{mL} = 1\ \text{cm}^3):

dA=262=13dB=273=9dC=102=5dD=364=9d_A = \frac{26}{2} = 13 \qquad d_B = \frac{27}{3} = \mathbf{9} \qquad d_C = \frac{10}{2} = 5 \qquad d_D = \frac{36}{4} = \mathbf{9}

(todas em g cm−3\text{g}\,\text{cm}^{-3})

Passo 4 — comparar com o cobre, que o enunciado dá como ≈9 g cm−3\approx 9\ \text{g}\,\text{cm}^{-3}. Batem B e D. A moeda A é densa demais (13) e a C, leve demais (5) — nenhuma das duas é cobre puro.

Resposta: alternativa D (B e D).

Repare no cuidado do enunciado: ele diz que as moedas foram "fabricadas supostamente de 100% cobre". O teste não prova que B e D são cobre — prova que A e C não são. Densidade é uma peneira: reprova com certeza, aprova só com suspeita razoável (uma liga de densidade 9 passaria).

A ideia em uma frase: volume de cada moeda é a diferença entre duas leituras; densidade é massa dividida por essa diferença.

Vídeo em breve

A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.

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