PUC-RS 2016 — questão 3 de Física

Gabarito BDinâmica — colisão perfeitamente inelásticaConcurso Vestibular · Verão
Enunciado — imagem da prova
Enunciado da questão 3 de Física do PUC-RS 2016

Enunciado em texto

INSTRUÇÃO: Para responder à questão 3, analise a situação a seguir.

Duas esferas – A e B – de massas respectivamente iguais a 3 kg e 2 kg estão em movimento unidimensional sobre um plano horizontal perfeitamente liso, como mostra a figura 1.

Figura 1:

[Figura: sobre um eixo x horizontal, a esfera A à esquerda, com seta para a direita, e a esfera B à direita, com seta para a esquerda: uma vai ao encontro da outra.]

Inicialmente as esferas se movimentam em sentidos opostos, colidindo no instante t1t_1. A figura 2 representa a evolução das velocidades em função do tempo para essas esferas imediatamente antes e após a colisão mecânica.

Figura 2:

[Gráfico v × t: antes de t1t_1, a velocidade de A é constante e positiva (linha alta) e a de B é constante e negativa (linha abaixo do eixo). A partir de t1t_1, uma única linha, rotulada “A e B”, constante e positiva, mais baixa que a velocidade inicial de A.]

Sobre o sistema formado pelas esferas A e B, é correto afirmar:

(A) Há conservação da energia cinética do sistema durante a colisão.

(B) Há dissipação de energia mecânica do sistema durante a colisão.

(C) A quantidade de movimento total do sistema formado varia durante a colisão.

(D) A velocidade relativa de afastamento dos corpos após a colisão é diferente de zero.

(E) A velocidade relativa entre as esferas antes da colisão é inferior à velocidade relativa entre elas após colidirem.

(Enunciado e figura: Concurso Vestibular PUC-RS 2016 (Verão) — PUCRS.)

Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Resolução comentada

O que a questão pede: classificar a colisão a partir do gráfico das velocidades.

Passo 1 — ler o gráfico. Depois de t1t_1 há uma só linha para “A e B”: as duas esferas saem com a mesma velocidade, juntas. Isso é uma colisão perfeitamente inelástica.

Passo 2 — o que se conserva.

• Quantidade de movimento: o plano é liso e, na horizontal, não há força externa; as forças da colisão são internas. O momento total se conserva. Isso derruba a (C).

• Energia cinética: na colisão perfeitamente inelástica a perda de energia cinética é a máxima possível; ela vira calor, som e deformação. Há dissipação. A (B) é correta e a (A) é falsa.

Passo 3 — velocidades relativas. Depois do choque as esferas andam juntas: a velocidade relativa de afastamento é zero. Isso derruba a (D). E antes do choque a velocidade relativa era grande (uma ia contra a outra), maior que zero: derruba a (E).

Conferindo com o coeficiente de restituição:

e=vafastvaprox=0e = \frac{v_{\text{afast}}}{v_{\text{aprox}}} = 0

e = 0 é a marca da colisão perfeitamente inelástica.

⚠️ A armadilha: confundir as duas conservações e marcar a (C): a energia cinética se perde, mas o momento total continua o mesmo.

A ideia em uma frase: se os corpos saem grudados, a colisão é perfeitamente inelástica: o momento se conserva e a energia cinética é dissipada.

Resposta: alternativa B.

Vídeo em breve

A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.

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