PUC-RS 2011 (inverno) — questão 2 de Física

Enunciado em texto
Uma bola de borracha é largada a partir do repouso, de 100cm de altura, caindo sobre um piso cerâmico. Ao atingir o piso, a bola repica, subindo verticalmente até 70cm de altura. O atrito com o ar durante a queda e a subida dissipa 5% da energia potencial gravitacional inicial. Nestas condições, é correto afirmar que
(A) a velocidade inicial de subida da bola, imediatamente após o impacto com o piso, é 30% menor do que a velocidade com a qual ela atinge o piso na sua queda.
(B) a quantidade de movimento da bola no início da subida é 30% menor do que a quantidade de movimento no instante em que atinge o piso.
(C) a energia cinética no início da subida é 30% menor do que no instante em que a bola atinge o piso.
(D) a colisão com o piso, não sendo perfeitamente elástica, dissipa 25% da energia potencial gravitacional inicial.
(E) a colisão com o piso dissipa 30% da energia cinética que a bola tem quando o atinge.
(Enunciado: Concurso Vestibular PUC-RS 2011 (Inverno) — PUCRS.)
Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
Resolução comentada
O que a questão pede: quanto da energia se perde em cada etapa e qual afirmação está certa.
Passo 1 — a perda total. A bola começa com energia potencial m e termina (no alto do repique) com m. Perdeu-se, no total:
da energia potencial inicial.
Passo 2 — separar as perdas. Essa perda total tem duas causas: o atrito com o ar (queda + subida), que o enunciado diz ser 5% da energia inicial, e a colisão com o piso. Então a colisão dissipa:
da energia potencial gravitacional inicial. É a alternativa D.
Por que não as outras: os 30% são a perda total em relação à energia inicial, não a perda na colisão nem a relação entre as grandezas logo antes e logo depois do impacto.
• (C) e (E): a perda na colisão é 25% da energia inicial, e a energia cinética ao tocar o piso é um pouco menor que a inicial (o ar já levou parte dela na queda). Então a perda é um pouco mais de 25% dessa energia cinética (no máximo ), nunca 30%. O valor exato nem dá para calcular, porque não se sabe como os 5% se dividem entre queda e subida.
• (A) e (B): velocidade e quantidade de movimento variam com a raiz da energia cinética. Se a energia cai cerca de 26%, a velocidade cai só cerca de 14%, nunca 30%.
⚠️ A armadilha: ver “de 100 cm para 70 cm” e atribuir os 30% inteiros à colisão (alternativa E), esquecendo que o próprio enunciado põe 5% na conta do ar.
A ideia em uma frase: a perda total (30%) é a soma da perda no ar (5%) com a perda no choque: sobram 25% para a colisão.
Resposta: alternativa D (a colisão dissipa 25% da energia potencial inicial).
Vídeo em breve
A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.
Prefere navegar prova por prova? Abra esta questão no Filatte Resolve.