UNIFESP 2022 — questão 12 de Física

Enunciado em texto
Uma das empresas norte-americanas que levou turistas em voo suborbital em 2021 utiliza uma cápsula, onde acomoda os passageiros, acoplada a um propulsor. Após o lançamento, quando o conjunto atinge a altura de 75 km e velocidade de 1 000 m/s, a cápsula se desprende do propulsor e continua sua trajetória até a altura aproximada de 105 km. Em seguida, a cápsula retorna à superfície, amparada por paraquedas.
(Figura: esquema do voo, sobre linhas horizontais que marcam alturas. À esquerda, o foguete na vertical, junto ao solo, com o rótulo “Lançamento”; uma linha tracejada sobe em arco até o ponto “Separação”, onde a cápsula se solta do propulsor. Dali, um arco tracejado mais baixo leva o propulsor de volta ao solo (“Pouso do propulsor”), e outro arco, mais alto, leva a cápsula até o ponto mais alto (“Voo livre da cápsula”) e depois de volta ao solo, à direita, descendo de paraquedas (“Pouso da cápsula”).)
(aretestemfoundation.org. Adaptado.)
Considerando a aceleração da gravidade constante e igual a e a massa da cápsula igual a kg, calcule:
a) a energia cinética e a energia mecânica total da cápsula, em relação ao solo, no instante em que ocorre a sua separação do propulsor, ambas em joules.
b) o trabalho realizado pelo peso da cápsula, em joules, entre o momento em que ela se desprende do propulsor até o momento em que ela atinge o ponto mais alto da trajetória. Determine o trabalho realizado pelas forças de resistência que atuaram sobre a cápsula, em joules, desde a altura máxima até o seu pouso, desprezando a energia cinética da cápsula na altura máxima e no instante do pouso.
(Enunciado e figura: Vestibular Unifesp 2022, Conhecimentos Específicos — Unifesp/Vunesp.)
Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e à Fundação VUNESP.
Resolução comentada
O que a questão pede: as energias da cápsula na separação (a); o trabalho do peso na subida de 75 km a 105 km e o trabalho das forças de resistência na descida (b).
Item (a) — energia cinética. Na separação, v = 1 000 m/s:
Item (a) — energia potencial e mecânica. A altura vai em metros: 75 km = m. Em relação ao solo:
Item (b) — trabalho do peso na subida. O peso aponta para baixo e a cápsula sobe 105 − 75 = 30 km, então o trabalho é negativo (resistente):
Item (b) — trabalho das resistências na descida. Pelo teorema da energia cinética, o trabalho total (peso + resistências) é a variação da energia cinética. Como a energia cinética é desprezível no alto e no pouso, essa variação é zero:
Na descida, de 105 km até o solo, o peso realiza trabalho positivo:
Em palavras: toda a energia potencial que a cápsula tinha no ponto mais alto foi dissipada pelo ar e pelo paraquedas. O sinal negativo indica que as forças de resistência são contrárias ao movimento (o padrão oficial também aceita o módulo, J, desde que indicado como módulo).
⚠️ A armadilha: no item (b), usar só os 30 km da subida também na descida. A cápsula desce desde 105 km até o solo, então a altura é 105 km, não 30 km nem 75 km. Outra: esquecer de passar km para m, o que dá resultados mil vezes menores.
A ideia em uma frase: subindo, o peso “tira” energia (trabalho negativo); descendo de paraquedas sem ganhar velocidade, as resistências tiram exatamente o que o peso deu, mgh.
Resposta: (a) J; J; (b) trabalho do peso J; trabalho das resistências J.
Vídeo em breve
A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.
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