UNIFESP 2021 — questão 14 de Física

Enunciado em texto
Três blocos em formato de paralelepípedo retângulo, numerados de 1 a 3, são empilhados conforme mostra a figura. Os blocos são feitos de substâncias transparentes, de índices de refração absolutos n, n e n, respectivamente. A figura mostra uma visão lateral desse empilhamento, uma malha quadriculada para referência e a trajetória de um raio de luz monocromática que segue paralela ao plano das faces exibidas.
(Figura: malha quadriculada com três camadas horizontais empilhadas: o bloco 1 embaixo (3 linhas de quadradinhos), o bloco 2 no meio (4 linhas) e o bloco 3 em cima (3 linhas). Um raio de luz sobe pelo bloco 1 em linha reta, avançando 4 quadradinhos na horizontal enquanto sobe 3 na vertical, até a fronteira com o bloco 2. No bloco 2, segue em outra direção, avançando 3 quadradinhos na horizontal enquanto sobe 4 na vertical, até a fronteira com o bloco 3. Daí em diante, segue rente à fronteira entre os blocos 2 e 3, na horizontal, para a direita.)
a) Sabendo que o índice de refração absoluto do meio 1 vale 1,5 e que a velocidade de propagação da luz no vácuo é c = 3 10 m/s, determine a velocidade da luz no meio 1 e o índice de refração do meio 2.
b) Observando o comportamento do raio de luz que, a partir do meio 2, dirige-se ao meio 3, responda se o meio 3 é mais refringente ou menos refringente que o meio 2 e, em seguida, determine o valor do índice de refração relativo do meio 3 em relação ao meio 2, .
(Enunciado e figura: Vestibular Unifesp 2021, Conhecimentos Específicos — Unifesp/Vunesp.)
Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e à Fundação VUNESP.
Resolução comentada
O que a questão pede: em (a), a velocidade da luz no meio 1 e o índice do meio 2; em (b), comparar os meios 2 e 3 e achar a razão .
Item (a) — velocidade no meio 1: o índice de refração absoluto é quantas vezes a luz é mais lenta no meio do que no vácuo:
Item (a) — os senos pela malha: as fronteiras entre os blocos são horizontais, então a normal é vertical, e os ângulos de Snell são medidos a partir da vertical. Em cada meio, o raio é a hipotenusa de um triângulo retângulo desenhado na malha:
• no meio 1: 4 quadradinhos na horizontal e 3 na vertical, hipotenusa 5. O seno do ângulo com a normal é o cateto horizontal sobre a hipotenusa: ;
• no meio 2: 3 na horizontal e 4 na vertical, hipotenusa 5: .
Item (a) — lei de Snell na fronteira 1–2:
Faz sentido: no meio 2 o raio ficou mais perto da normal, sinal de que o meio 2 é mais refringente que o 1.
Item (b) — comparando 2 e 3: ao passar para o meio 3, o raio sai rente à fronteira, isto é, com ângulo de refração de 90°: ele se afastou da normal ao máximo. Raio que se afasta da normal está indo para um meio de índice menor. Logo, o meio 3 é menos refringente que o meio 2.
Item (b) — a razão dos índices: o raio chegou exatamente no ângulo limite. Snell com refração a 90°:
(Com , isso dá .)
⚠️ A armadilha: medir o ângulo a partir da fronteira (a horizontal), e não da normal. Isso troca os senos e leva a , menor que , o que contradiz o raio se aproximando da normal. No item (b), outra confusão é achar que o raio “não entrou” no meio 3: ele está no limite, com refração rasante a 90°.
A ideia em uma frase: ângulos de refração se medem da normal; o raio se aproxima da normal ao entrar no meio mais refringente, e quando sai rasante a 90° está no ângulo limite.
Resposta: (a) m/s e ; (b) o meio 3 é menos refringente que o meio 2, e .
Vídeo em breve
A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.
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