UFSC 2026 — questão 26 de Física

Enunciado em texto
A atuação profissional em Radiologia exige mais do que domínio técnico-operacional dos equipamentos. É fundamental compreender os fenômenos físicos que tornam possível a formação de imagens médicas. Um desses fenômenos é o efeito fotoelétrico, responsável por parte da interação entre os fótons de raios X e os sensores dos detectores digitais. Sem esse conhecimento, seria impossível interpretar a eficiência da captação de imagens e a dose absorvida pelo paciente ou mesmo otimizar a qualidade diagnóstica dos exames. Nesse contexto, é correto afirmar que:
(01) o efeito fotoelétrico só ocorre se a energia do fóton for superior à função trabalho do material do sensor.
(02) a energia cinética do elétron emitido depende da frequência do fóton incidente e não da sua intensidade.
(04) o aumento da intensidade da radiação aumenta a quantidade de elétrons emitidos, mas não sua energia cinética.
(08) o efeito fotoelétrico contradiz os princípios da quantização de energia da luz.
(16) a emissão de elétrons no efeito fotoelétrico depende apenas da intensidade da luz, independentemente da frequência.
(32) a energia do fóton é dada por E = h · f, sendo h a constante de Planck e f a frequência da radiação.
(Enunciado: Vestibular UFSC 2026 — UFSC/COPERVE.)
Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Comissão Permanente do Vestibular (COPERVE).
Resolução comentada
O que a questão pede: julgar afirmações sobre o efeito fotoelétrico.
A equação de Einstein: a energia do fóton, , paga a função trabalho , e o resto é a energia cinética máxima do elétron, .
(01) Falsa. A condição é , com igualdade incluída: se a energia do fóton for exatamente igual à função trabalho (a frequência de corte), o elétron é arrancado, só que com energia cinética nula. “Só ocorre se for superior” exclui esse caso-limite.
(02) Verdadeira. Pela equação, depende de (e do material, por ); a intensidade não aparece.
(04) Verdadeira. Mais intensidade é mais fótons por segundo: mais elétrons arrancados, cada um com a mesma energia cinética máxima.
(08) Falsa. É o contrário: o efeito fotoelétrico foi a grande evidência da quantização da luz. Einstein o explicou supondo que a luz chega em pacotes (fótons) de energia .
(16) Falsa. Abaixo da frequência de corte não há emissão, por mais intensa que seja a luz. A emissão depende da frequência; a intensidade só controla quantos elétrons saem.
(32) Verdadeira. É a relação de Planck–Einstein, , com J·s (formulário da prova).
⚠️ A armadilha: a (01), que parece só repetir a condição de emissão. O detalhe está em “superior”: no limite ainda há emissão, com elétrons saindo sem energia cinética.
A ideia em uma frase: no efeito fotoelétrico, a frequência decide se há emissão e com que energia (Ec = hf − Φ); a intensidade decide quantos elétrons saem.
Resposta: soma 38 (02 + 04 + 32).
Vídeo em breve
A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.
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