PUC-SP 2022 (Parte B) — questão 6 de Física

DiscursivaMagnetismo — torque numa espira e o papel do comutador no motor elétricoVestibular de Verão · Parte B (resposta aberta)
Enunciado — imagem da prova
Enunciado da questão 6 de Física do PUC-SP 2022 (Parte B)

Enunciado em texto

(Figura: esquema de um motor elétrico simples. Entre o polo N (à esquerda, azul) e o polo S (à direita, cinza) de um ímã, o campo B⃗\vec{B} aponta de N para S. Entre os polos há uma espira retangular, com seu plano paralelo a B⃗\vec{B}; os terminais da espira chegam a um "Anel metálico dividido em duas metades", em que encostam contatos marcados + e −, ligados por "Fios ligados aos pólos de um gerador de corrente contínua".)

A figura esquematizada ilustra uma espira retangular imersa num campo magnético uniforme com seu plano paralelo ao vetor indução magnética (B). Se, nessa configuração, removermos o anel metálico comutador e ligarmos os fios do gerador de corrente continua diretamente na espira, o resultado obtido será que:

(Enunciado e figura: Vestibular PUC-SP 2022 — PUC-SP.)

Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Resolução comentada

O que a questão pede: o que acontece com a espira se ela for ligada direto ao gerador de corrente contínua, sem o comutador (o anel partido) que normalmente inverte a corrente a cada meia volta.

Passo 1 — o torque na posição da figura. Com o plano da espira paralelo a B⃗\vec{B}, os dois lados perpendiculares ao campo recebem forças magnéticas (F=BiLF = B i L) de sentidos opostos (um para cima, outro para baixo). Esse binário produz o torque máximo, e a espira começa a girar.

Passo 2 — sem comutador, a corrente nunca inverte. Ao girar, a espira chega à posição em que seu plano fica perpendicular a B⃗\vec{B}. Ali as forças passam a puxar na mesma linha e o torque é nulo: é a posição de equilíbrio. Por inércia a espira passa dessa posição, mas, como a corrente continua no mesmo sentido, as forças agora produzem um torque contrário, que a freia e a traz de volta.

Passo 3 — o movimento resultante. A espira passa a ir e voltar em torno da posição de equilíbrio (plano perpendicular a B): um movimento oscilatório. Com atrito, a oscilação vai diminuindo até a espira parar nessa posição.

Por que o comutador existe: o anel dividido em duas metades inverte o sentido da corrente na espira exatamente quando ela passa pela posição de torque nulo. Assim o torque mantém sempre o mesmo sentido de rotação e o motor gira continuamente.

⚠️ A armadilha: responder que a espira gira continuamente "porque a corrente é contínua". Corrente contínua num motor sem comutador não gera rotação contínua; é justamente o comutador que transforma o vaivém em rotação.

A ideia em uma frase: sem o comutador, o torque troca de sentido a cada meia volta e a espira só balança em torno da posição em que seu plano fica perpendicular ao campo.

Resposta: a espira passará a executar um movimento oscilatório (vai e volta em torno da posição em que seu plano fica perpendicular a B⃗\vec{B}), em vez de girar continuamente.

Vídeo em breve

A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.

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