Provão Paulista 2023 (1ª série, 2ª aplicação) — questão 33 de Física

Enunciado em texto
Um objeto é lançado na superfície de um planeta desconhecido, formando um ângulo de 45° com a horizontal e atinge o solo plano a 125 m de distância. O gráfico representa as posições horizontais (x) e verticais (y) do objeto a cada 2,5 segundos.
[Gráfico: y (m), no eixo vertical, de 0 a 30, em função de x (m), no eixo horizontal, de 0 a 125, com malha quadriculada. A trajetória é um arco de parábola que sai da origem e volta ao solo em x = 125 m. Os pontos marcados (um a cada 2,5 s) são: (0; 0), (25; 20), (50; 30), (75; 30), (100; 20) e (125; 0). O topo da curva fica um pouco acima de 30 m, em x ≈ 62 m.]
Considerando sen (45°) = cos (45°) = 0,70 e desprezível a ação de forças dissipativas, ao analisar esse movimento, é correto afirmar que
(A) a velocidade é constante e a aceleração é nula no ponto mais elevado.
(B) o objeto atinge o alcance máximo 125 m na metade do tempo de voo.
(C) o objeto atinge a altura máxima 12,5 segundos após o início do movimento.
(D) a força resultante e igual à força peso e a aceleração é constante.
(E) a velocidade vertical é maior do que a velocidade horizontal do objeto.
(Enunciado e figura: Provão Paulista Seriado 2023, 2ª aplicação — SEDUC-SP/Vunesp.)
Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP) e à Fundação VUNESP.
Resolução comentada
O que a questão pede: qual frase descreve corretamente o movimento do objeto lançado, usando o que o gráfico mostra.
Passo 1 — lendo o tempo no gráfico. Os pontos estão marcados a cada 2,5 s. Da origem até x = 125 m há 5 intervalos entre pontos, então o voo inteiro dura:
A curva é simétrica: o ponto mais alto fica no meio do caminho (entre x = 50 m e x = 75 m), ou seja, na metade do tempo de voo, em 6,25 s.
Passo 2 — a direção horizontal. A cada 2,5 s o objeto anda sempre os mesmos 25 m na horizontal. Isso quer dizer que a velocidade horizontal é constante:
Ela não muda porque nenhuma força age na horizontal (não há resistência do ar).
Passo 3 — a força resultante. Sem forças dissipativas, a única força sobre o objeto durante o voo é o peso, que aponta para baixo. Então a força resultante é o próprio peso, e a aceleração é a da gravidade do planeta: sempre a mesma, para baixo, do lançamento até a queda. É exatamente o que diz a alternativa D.
Conferindo (e descobrindo a gravidade do planeta): com 45°, a velocidade vertical inicial é igual à horizontal, 10 m/s. Ela cai a zero em 6,25 s (no topo), então a gravidade lá vale , parecida com a da Lua. A altura máxima seria a velocidade vertical média, 5 m/s, vezes 6,25 s: 31,25 m, um pouco acima de 30 m, como no gráfico.
Por que não as outras:
(A) No ponto mais alto a velocidade não é nula nem a aceleração: a velocidade horizontal continua 10 m/s, e o peso (e a aceleração) continuam agindo. E a velocidade muda o tempo todo, não é constante.
(B) Os 125 m são atingidos no fim do voo (12,5 s), não na metade. Na metade o objeto está no ponto mais alto, em x ≈ 62 m.
(C) A altura máxima é atingida em 6,25 s; 12,5 s é o tempo total, quando ele já voltou ao chão.
(E) No lançamento, a 45°, as duas velocidades são iguais. Depois, a vertical diminui na subida, chega a zero no topo e só volta a 10 m/s no chão: ela nunca fica maior que a horizontal.
⚠️ A armadilha: achar que no ponto mais alto "tudo para", marcando a alternativa A. Só a velocidade vertical zera ali; o objeto continua andando para a frente, e o peso continua puxando para baixo.
A ideia em uma frase: sem resistência do ar, a única força no lançamento é o peso: a aceleração é constante e a velocidade horizontal nunca muda.
Resposta: alternativa D (a resultante é o peso e a aceleração é constante).
Vídeo em breve
A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.
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