UNIFESP 2019 — questão 12 de Física

DiscursivaDinâmica — força centrípeta e colisão perfeitamente inelásticaConhecimentos Específicos (discursiva) · 2º dia
Enunciado — imagem da prova
Enunciado da questão 12 de Física do UNIFESP 2019

Enunciado em texto

Uma esfera A desliza em movimento circular sobre uma mesa horizontal, sem atrito, presa a um pino fixo no centro da mesa por um fio ideal de comprimento L = 1 m. A energia cinética dessa esfera é constante e tem intensidade igual a 4 J. Em um ponto P é colocada, em repouso, uma segunda esfera B, idêntica à primeira, de modo que ocorra uma colisão perfeitamente inelástica entre elas, conforme indica a figura.

(Figura: uma mesa horizontal vista em perspectiva. No centro, um pino; dele sai um fio de comprimento L até a esfera A. A trajetória circular de A está tracejada. No ponto P dessa trajetória, do lado oposto a A, está a esfera B.)

a) Calcule a intensidade da tração, em N, no fio antes da colisão entre as esferas.

b) Determine a energia cinética, em J, do sistema formado pelas duas esferas juntas, imediatamente após a colisão entre elas.

(Enunciado e figura: Vestibular Unifesp 2019, Conhecimentos Específicos — Unifesp/Vunesp.)

Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e à Fundação VUNESP.

Resolução comentada

O que a questão pede: (a) a tração no fio que mantém A em círculo; (b) a energia cinética das duas esferas grudadas, logo depois do choque.

Item (a) — a tração é a resultante centrípeta. A mesa é horizontal e sem atrito: peso e normal se anulam, e a única força horizontal sobre A é a tração, que aponta para o centro. Ela é a força centrípeta:

T=m v2LT = \frac{m\,v^2}{L}

A massa não foi dada, mas não precisa: o produto mv2mv^2 sai da energia cinética.

Ec=m v22=4  ⇒  m v2=8E_c = \frac{m\,v^2}{2} = 4 \;\Rightarrow\; m\,v^2 = 8

T=81=8 NT = \frac{8}{1} = 8\ \text{N}

Item (b) — Passo 1: o que se conserva no choque. A colisão é instantânea, e durante ela as forças entre A e B são internas. A tração é uma força finita, que não dá impulso apreciável num choque tão rápido. Então a quantidade de movimento do conjunto se conserva. Já a energia cinética não se conserva: a colisão é perfeitamente inelástica, e as esferas saem grudadas.

m v=(m+m) vf  ⇒  vf=v2m\,v = (m + m)\,v_f \;\Rightarrow\; v_f = \frac{v}{2}

Passo 2 — a nova energia cinética:

Ec f=2m (v/2)22=m v24E_c^{\,f} = \frac{2m\,(v/2)^2}{2} = \frac{m\,v^2}{4}

Ec f=84=2 JE_c^{\,f} = \frac{8}{4} = 2\ \text{J}

Ou seja, metade da energia inicial (4 J) foi dissipada no choque, em deformação e calor.

⚠️ A armadilha: conservar a energia cinética e responder 4 J. Na colisão perfeitamente inelástica é justamente a energia cinética que se perde; o que se conserva é a quantidade de movimento. Pelo critério oficial, a resolução por conservação de energia vale zero.

A ideia em uma frase: a tração é a resultante centrípeta, mv²/L = 2·Ec/L; no choque que gruda as esferas, conserva-se o momento — a massa dobra, a velocidade cai à metade e a energia cinética cai à metade.

Resposta: (a) T = 8 N; (b) 2 J.

Vídeo em breve

A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.

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