UNESP 2015 (meio de ano) — questão 82 de Física

Gabarito DEletrodinâmica — lei de Ohm, associação em série e efeitos da corrente no corpo humanoMeio de ano · Conhecimentos Gerais · Versão 1
Enunciado — imagem da prova
Enunciado da questão 82 de Física do UNESP 2015 (meio de ano)

Enunciado em texto

O poraquê é um peixe elétrico que vive nas águas amazônicas. Ele é capaz de produzir descargas elétricas elevadas pela ação de células musculares chamadas eletrócitos. Cada eletrócito pode gerar uma diferença de potencial de cerca de 0,14 V. Um poraquê adulto possui milhares dessas células dispostas em série que podem, por exemplo, ativar-se quando o peixe se encontra em perigo ou deseja atacar uma presa.

[Foto: um poraquê, peixe alongado, nadando sobre vegetação aquática.]

(www.aquariodesaopaulo.com.br. Adaptado.)

A corrente elétrica que atravessa o corpo de um ser humano pode causar diferentes danos biológicos, dependendo de sua intensidade e da região que ela atinge. A tabela indica alguns desses danos em função da intensidade da corrente elétrica.

correntedano biológico
até 10 mAapenas formigamento
10 a 20 mAcontrações musculares
20 a 100 mAconvulsões e parada respiratória
100 mA a 3 Afibrilação ventricular
acima de 3 Aparada cardíaca, queimaduras graves

(José Enrique R. Duran. Biofísica: fundamentos e aplicações, 2003. Adaptado.)

Considere um poraquê que, com cerca de 8 000 eletrócitos, produza uma descarga elétrica sobre o corpo de uma pessoa. Sabendo que a resistência elétrica da região atingida pela descarga é de 6 000 Ω, de acordo com a tabela, após o choque essa pessoa sofreria

(A) parada respiratória.

(B) apenas formigamento.

(C) contrações musculares.

(D) fibrilação ventricular.

(E) parada cardíaca.

(Enunciado e figura: Vestibular Unesp 2015, meio de ano — Unesp/Vunesp.)

Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Universidade Estadual Paulista (Unesp) e à Fundação VUNESP.

Resolução comentada

O que a questão pede: a corrente que passa pela pessoa e o dano correspondente na tabela.

Passo 1 — a tensão total. Geradores em série somam suas tensões. Com 8 000 eletrócitos de 0,14 V:

U=8 000×0,14=1 120 VU = 8\,000 \times 0{,}14 = 1\,120\ \text{V}

Passo 2 — a corrente (lei de Ohm), com a resistência de 6 000 Ω da região atingida:

i=UR=1 1206 000i = \frac{U}{R} = \frac{1\,120}{6\,000}

i≈0,19 A≈187 mAi \approx 0{,}19\ \text{A} \approx 187\ \text{mA}

Passo 3 — a tabela. 187 mA está na faixa de 100 mA até 3 A: fibrilação ventricular.

⚠️ A armadilha: errar a conversão de unidades. 0,19 A são 190 mA, e não 19 mA; quem lê 19 mA cai em “contrações musculares” (alternativa C). Outra: esquecer que os eletrócitos estão em série e usar só 0,14 V, o que daria uma corrente minúscula (cerca de 0,02 mA) e “apenas formigamento” (alternativa B).

A ideia em uma frase: em série as tensões se somam; depois é só i = U/R e conferir a faixa da tabela, sem errar o mA.

Resposta: alternativa D (fibrilação ventricular).

Vídeo em breve

A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.

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