UEMG 2019 — questão 18 de Física

Enunciado em texto
Leia o trecho a seguir:
O efeito fotoelétrico foi descoberto em 1886 pelo físico alemão Heinrich Hertz (1857-1894). Na ocasião, Hertz percebeu que a incidência da luz ultravioleta em chapas metálicas auxiliava a produção de faíscas. A explicação teórica para o efeito fotoelétrico, entretanto, só foi apresentada pelo físico alemão Albert Einstein em 1905.
A dúvida que existia na época estava relacionada com a energia cinética dos elétrons que eram ejetados do metal: essa grandeza não dependia do(a) .................. da luz incidente. Einstein percebeu que o agente responsável pela ejeção de cada elétron era um único fóton, uma partícula de luz que transferia aos elétrons uma parte de sua energia, ejetando-o do material, desde que seu(sua) .................... fosse grande o suficiente para tal.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/fisica/o-que-e-efeito-fotoeletrico.htm Acesso: 11 dez. 2018. (Fragmento: Adaptado).
Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas.
A) frequência – comprimento de onda.
B) comprimento de onda – intensidade.
C) intensidade – frequência.
D) comprimento de onda – frequência.
(Enunciado: Vestibular UEMG 2019 — Universidade do Estado de Minas Gerais.)
Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).
Resolução comentada
O que a questão pede: de que grandeza da luz a energia cinética dos fotoelétrons não depende (1ª lacuna) e qual grandeza do fóton tem de ser grande o bastante para arrancar o elétron (2ª lacuna).
Passo 1 — a equação de Einstein. Cada fóton tem energia . Ao ser absorvido, gasta parte dela para arrancar o elétron (a função trabalho do metal) e o resto vira energia cinética:
Passo 2 — 1ª lacuna: intensidade. A energia cinética depende da frequência, mas não da intensidade da luz. Luz mais intensa significa mais fótons por segundo, e portanto mais elétrons arrancados (corrente maior), mas cada elétron recebe a energia de um único fóton, que é a mesma. Esse era o mistério para a física clássica, que esperava elétrons mais rápidos com luz mais forte.
Passo 3 — 2ª lacuna: frequência. O elétron só sai se a energia do fóton vencer a função trabalho, ou seja, se : a frequência tem de ser grande o suficiente (acima da frequência de corte). Abaixo dela, não sai elétron nenhum, por mais intensa que seja a luz.
A sequência é “intensidade – frequência”.
Por que não as outras: A e D põem frequência ou comprimento de onda na 1ª lacuna, mas a energia cinética depende, sim, dessas grandezas (são ligadas por ). A também pede, na 2ª lacuna, comprimento de onda “grande o suficiente”, e é o contrário: o fóton precisa de comprimento de onda pequeno (frequência alta). B põe intensidade na 2ª lacuna, que é justamente o que não decide a ejeção.
⚠️ A armadilha: raciocinar classicamente e achar que luz mais intensa dá elétrons mais energéticos e que basta aumentar a intensidade para arrancar elétrons. Esse é o modelo que o efeito fotoelétrico derrubou.
A ideia em uma frase: no efeito fotoelétrico, a intensidade decide quantos elétrons saem; a frequência decide se saem e com que energia.
Resposta: alternativa C (intensidade – frequência).
Vídeo em breve
A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.
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