Santa Casa 2026 (outros cursos) — questão 50 de Física

Enunciado em texto
O pico do monte Everest, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, está a, aproximadamente, 8,8 km acima do nível do mar. O gráfico 1 apresenta a relação entre a pressão atmosférica (P) e a altitude (h) acima do nível do mar. O gráfico 2 representa como varia a temperatura de ebulição da água (θ) em função da pressão atmosférica
Gráfico 1
[Gráfico 1: altitude h (km), no eixo vertical, com marcas 2, 6, 10, 14, 18, 22, 26, 30 e 34, em função da pressão P (atm), no eixo horizontal, com marcas 0,2; 0,4; 0,6; 0,8 e 1,0. A curva parte de h = 0 em P = 1,0 atm e sobe para a esquerda, cada vez mais inclinada: passa por cerca de 4 km em 0,6 atm, cerca de 7 km em 0,4 atm, cerca de 12 km em 0,2 atm e chega a 34 km perto de P = 0.]
Gráfico 2
[Gráfico 2: temperatura de ebulição θ (ºC), no eixo vertical, com marcas de 20 em 20, de 20 a 160, em função da pressão P (atm), no eixo horizontal, com marcas rotuladas 1,0 e 2,0 (e marcas sem rótulo em 0,5 e 1,5). A curva parte da origem, sobe muito depressa nas pressões baixas e depois vai se achatando: passa por cerca de 80 ºC em 0,5 atm, 100 ºC em 1,0 atm, cerca de 125 ºC em 2,0 atm e termina perto de 137 ºC.]
Considerando as informações do texto e dos gráficos, a temperatura de ebulição da água no pico do monte Everest é de, aproximadamente,
(A) 95 ºC.
(B) 90 ºC.
(C) 70 ºC.
(D) 40 ºC.
(E) 30 ºC.
(Enunciado e figura: Vestibular Santa Casa 2026 (outros cursos), Prova de Conhecimentos Gerais — FCMSCSP/Vunesp.)
Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e à Fundação VUNESP.
Resolução comentada
O que a questão pede: a temperatura em que a água ferve no alto do Everest, a 8,8 km. É uma leitura em duas etapas: altitude → pressão (gráfico 1), pressão → temperatura de ebulição (gráfico 2).
Passo 1 — a pressão no pico (gráfico 1). A altitude de 8,8 km fica entre as marcas 6 e 10 do eixo vertical, mais perto do 10. Indo na horizontal até a curva e descendo até o eixo P, caímos entre 0,2 e 0,4 atm, um pouco abaixo do meio:
Faz sentido: lá em cima o ar é rarefeito, e a pressão é só cerca de um terço da do nível do mar.
Passo 2 — a temperatura de ebulição (gráfico 2). A água ferve quando a pressão do seu vapor iguala a pressão do ambiente. Com menos pressão em cima da água, ela ferve a uma temperatura mais baixa. No gráfico 2, o eixo P tem marcas de 0,5 em 0,5 atm; em P ≈ 0,3 atm (um pouco antes da primeira marca, a de 0,5 atm) a curva está por volta de 70 °C:
Conferindo: em 1,0 atm (nível do mar) o gráfico dá 100 °C, e em 0,5 atm cerca de 80 °C. Com 0,3 atm a temperatura tem de ficar abaixo de 80 °C, mas bem acima de 40 °C, porque nessa região a curva sobe muito depressa a partir da origem. Só 70 °C serve.
⚠️ A armadilha: ler os dois eixos de pressão como se tivessem a mesma escala. No gráfico 1 as marcas vão de 0,2 em 0,2 atm; no gráfico 2, de 0,5 em 0,5 atm. Quem toma a primeira marca do gráfico 2 como 0,2 ou 0,3 atm entra na curva em 0,5 atm e acha perto de 80 °C, empurrando a resposta para 90 °C (B).
A ideia em uma frase: quanto mais alto, menor a pressão atmosférica, e menor a temperatura em que a água ferve: no Everest, cerca de 0,3 atm e 70 °C.
Resposta: alternativa C (70 °C).
Vídeo em breve
A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.
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