PUC-SP 2013 — questão 19 de Física

Gabarito ADinâmica — recuo do canhão: quantidade de movimento e atritoVestibular de Verão · Prova objetiva
Enunciado — imagem da prova
Enunciado da questão 19 de Física do PUC-SP 2013

Enunciado em texto

Um canhão é fixado sobre uma plataforma retangular de madeira, constituindo um conjunto que se encontra inicialmente em repouso apoiado sobre um terreno plano e horizontal. Num dia de demonstração para os recrutas é disparado um projétil de massa m com velocidade horizontal v. Após o disparo constata-se que o conjunto (canhão + plataforma de madeira) sofre um recuo horizontal d em relação à sua posição inicial. Considerando que o conjunto tem uma massa M (M>>m) e adotando para o módulo da aceleração da gravidade o valor g, podemos afirmar que o coeficiente de atrito cinético (μ) entre a superfície inferior da plataforma de madeira e o solo pode ser obtido através da expressão:

(A) μ=(m.vM)22.g.d\mu = \dfrac{\left(\dfrac{m.v}{M}\right)^2}{2.g.d}

(B) μ=m.v22.M.g.d\mu = \dfrac{m.v^2}{2.M.g.d}

(C) μ=M.m.v22.g.d\mu = \dfrac{M.m.v^2}{2.g.d}

(D) μ=(m.vM2)2.g.d\mu = \dfrac{\left(\dfrac{m.v}{M^2}\right)}{2.g.d}

(E) μ=m.(M.v)22.g.d\mu = \dfrac{m.(M.v)^2}{2.g.d}

(Enunciado: Vestibular PUC-SP 2013 — PUC-SP.)

Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Resolução comentada

O que a questão pede: o coeficiente de atrito entre a plataforma e o chão, sabendo que o conjunto recua d depois do tiro.

Passo 1 — a velocidade de recuo. O disparo é muito rápido; as forças entre projétil e canhão são internas e muito maiores que o atrito nesse instante. A quantidade de movimento se conserva: antes era zero, depois o projétil vai para um lado e o conjunto para o outro:

M V=m v  ⇒  V=m vMM\,V = m\,v \;\Rightarrow\; V = \frac{m\,v}{M}

(Com M ≫ m, a massa do conjunto praticamente não muda sem o projétil.)

Passo 2 — a frenagem. Depois do tiro, o atrito cinético freia o conjunto: f=μ M gf = \mu\,M\,g, aceleração a=μ ga = \mu\,g. Por Torricelli, até parar depois de recuar d:

V2=2 μ g dV^2 = 2\,\mu\,g\,d

Passo 3 — isolando μ:

μ=V22 g d=(m v/M)22 g d\mu = \frac{V^2}{2\,g\,d} = \frac{(m\,v/M)^2}{2\,g\,d}

⚠️ A armadilha: usar conservação de energia no disparo, igualando Mvrecuo2/2Mv_{\text{recuo}}^2/2 a mv2/2mv^2/2; isso leva a μ=mv2/(2Mgd)\mu = mv^2/(2Mgd), a alternativa B. Mas um disparo é uma explosão: a energia cinética não se conserva (vem da pólvora). O que se conserva é a quantidade de movimento.

A ideia em uma frase: no tiro, conserva-se o momento (MV=mvMV = mv); no recuo, o atrito freia: V2=2μgdV^2 = 2\mu g d.

Resposta: alternativa A.

Vídeo em breve

A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.

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