PUC-Campinas 2024 — questão 30 de Física

Enunciado em texto
Uma criança brinca em um balanço em um parque de diversões. Enquanto a criança realiza o movimento de oscilação, que pode ser aproximado ao de um pêndulo simples, a intensidade da força resultante sobre ela é
(A) nula apenas nos pontos mais altos da trajetória.
(B) diferente de zero apenas no ponto mais baixo da trajetória.
(C) sempre igual ao seu peso.
(D) sempre diferente de zero.
(E) sempre nula.
(Enunciado: Vestibular PUC-Campinas 2024, Prova Geral de Medicina — PUC-Campinas.)
Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).
Resolução comentada
O que a questão pede: se a força resultante sobre a criança no balanço se anula em algum ponto da oscilação.
Passo 1 — as forças. Sobre a criança agem o peso P (vertical, para baixo) e a tração T das correntes (ao longo da corrente, para o ponto de suspensão). A resultante tem duas partes: uma tangente à trajetória, que muda o valor da velocidade, e uma na direção do raio (centrípeta), que muda a direção da velocidade.
Passo 2 — nos pontos mais altos. A velocidade é zero por um instante, então a parte centrípeta () é zero. Mas a parte tangencial vale , com θ o ângulo da corrente com a vertical, e não é zero: é ela que faz a criança voltar. A resultante não se anula ali.
Passo 3 — no ponto mais baixo. A parte tangencial é zero (o peso e a tração estão na mesma reta vertical), mas a velocidade é máxima e a trajetória é curva: existe resultante centrípeta , com a tração maior que o peso. Também não se anula.
Passo 4 — no meio do caminho. As duas partes existem ao mesmo tempo. Conclusão: em nenhum ponto a resultante é nula.
Por que não as outras:
• (A): nos pontos mais altos a velocidade é nula, não a aceleração. Se a resultante fosse nula lá, a criança ficaria parada no alto;
• (B): nos extremos e nos pontos intermediários a resultante também existe;
• (C): a resultante só teria o valor do peso se a tração fosse nula; nos extremos ela vale P sen θ, menor que P;
• (E): resultante sempre nula significaria movimento retilíneo e uniforme, e o balanço faz curva e muda de rapidez o tempo todo.
⚠️ A armadilha: confundir “velocidade nula” com “força nula” e marcar a alternativa A. No ponto mais alto a criança está parada só por um instante, justamente porque há uma força puxando-a de volta.
A ideia em uma frase: no pêndulo a velocidade muda o tempo todo, de valor ou de direção, então a resultante nunca é zero: tangencial nos extremos, centrípeta embaixo, as duas no meio.
Resposta: alternativa D (sempre diferente de zero).
Vídeo em breve
A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.
Prefere navegar prova por prova? Abra esta questão no Filatte Resolve.