UNESP 2024 (2ª fase) — questão 19 de Física

Enunciado em texto
Uma bola de boliche de 7 kg é abandonada do repouso, de uma altura , e cai verticalmente sobre uma cama elástica, que se comporta como uma mola ideal, conforme a figura 1. Essa bola toca a cama elástica com 8 m/s de velocidade e, a partir desse instante, a bola sofre a ação de uma força F vertical para cima, de intensidade variável, aplicada pela cama elástica, além da força peso, P. Sob ação apenas dessas duas forças, a bola para 0,5 s após ter tocado a cama elástica, conforme a figura 2. A partir desse ponto, a bola é impulsionada verticalmente para cima, perdendo contato com a cama elástica no momento em que sua velocidade é v, conforme a figura 3.
(Figura 1: a bola em várias posições ao longo de uma linha vertical tracejada, caindo de uma altura (cota indicada à esquerda, do ponto de partida até a superfície da cama elástica) até tocar a cama, onde uma seta para baixo indica 8 m/s; ao lado, o vetor apontando para baixo. Figura 2: a cama elástica deformada para baixo, com a bola parada no ponto mais baixo; sobre a bola, a força F apontando para cima e o peso P apontando para baixo. Figura 3: a bola sobre a cama elástica de novo plana, com a velocidade v apontando para cima.)
Desprezando todas as forças dissipativas e adotando g = 10 m/s², calcule:
a) o valor de , em metros, e a energia cinética da bola, em J, no instante em que ela perde contato com a cama elástica, em seu movimento de subida.
b) o valor médio da força F, em N, aplicada pela cama elástica sobre a bola para pará-la em 0,5 s.
(Enunciado e figura: Vestibular Unesp 2024, 2ª fase — Unesp/Vunesp.)
Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Universidade Estadual Paulista (Unesp) e à Fundação VUNESP.
Resolução comentada
O que a questão pede: (a) de que altura a bola caiu e com que energia cinética ela sai da cama elástica; (b) a força média que a cama faz para frear a bola em 0,5 s.
Item (a) — a altura de queda. Na queda a bola está em queda livre (só o peso age), partindo do repouso. A energia potencial vira cinética:
É o mesmo resultado de Torricelli: .
Item (a) — a energia cinética na saída. Sem forças dissipativas e com a cama funcionando como mola ideal, a energia mecânica se conserva: a energia elástica que a cama armazenou na descida é toda devolvida na subida. A bola perde contato no mesmo nível em que tocou a cama (a cama volta à posição relaxada), então sai com a mesma rapidez com que chegou, 8 m/s, agora para cima:
Item (b) — o teorema do impulso. Durante o freio agem duas forças: F (para cima) e o peso P = mg = 70 N (para baixo). O impulso da resultante é igual à variação da quantidade de movimento. Tomando o sentido para cima como positivo, a velocidade passa de −8 m/s para 0:
Conferindo: pela aceleração média, a bola vai de 8 m/s a 0 em 0,5 s, então m/s² para cima. A 2ª lei dá , e de novo N. A banca aceitou os dois caminhos.
⚠️ A armadilha: esquecer o peso no item (b) e igualar o impulso de F sozinho à variação do momento: dá N, que é a força resultante média, não a força da cama. A cama tem que segurar o peso da bola e ainda freá-la, por isso a força dela é 70 N maior.
A ideia em uma frase: sem atrito, a bola sai da cama com a mesma rapidez com que chegou; no teorema do impulso, quem entra é a resultante, que é F menos o peso.
Resposta: (a) m e J; (b) N.
Vídeo em breve
A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.
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