São Camilo 2026 — questão 32 de Física

Gabarito ECalorimetria — calor sensível e temperatura de ebulição em função da altitudeMedicina · Prova II · Versão 1
Enunciado — imagem da prova
Enunciado da questão 32 de Física do São Camilo 2026

Enunciado em texto

Em um experimento de calorimetria, mediu-se a variação de temperatura (θ) de 650 g de água, inicialmente no estado líquido, a 20 ºC, em função da quantidade de calor (Q) absorvida pela água. Alguns dados desse experimento estão apresentados no gráfico 1.

[Gráfico 1: θ (ºC) em função de Q (cal). A linha parte de θ = 20 ºC em Q = 0 e sobe em linha reta até Q = 39 000 cal (marcado com linha tracejada); a partir daí, a temperatura fica constante (patamar horizontal). O valor da temperatura do patamar não está indicado.]

O gráfico 2 mostra como varia a temperatura de ebulição da água (θE\theta_E) em função da altitude (h) acima do nível do mar.

[Gráfico 2: θE\theta_E (ºC), de 60 a 100, em função de h (km), de 0 a 9, numa curva que desce. Pontos marcados: Fortaleza (Brasil), h = 0 e cerca de 100 ºC; Mendoza (Argentina), h ≈ 0,8 km e cerca de 96 ºC; Quito (Equador), h = 2 km e 90 ºC; La Rinconada (Peru), h = 5 km e 80 ºC; Everest (Nepal), h = 9 km e 70 ºC.]

Considerando o valor de 1 cal/(g⋅∘C)1\ \text{cal/(g} \cdot {}^{\circ}\text{C)} para o calor específico da água e as localidades indicadas no gráfico 2, o experimento a que se refere o gráfico 1 foi realizado

(A) em Mendoza.

(B) em Quito.

(C) em Fortaleza.

(D) no Everest.

(E) em La Rinconada.

(Enunciado e figura: Vestibular São Camilo 2026, Medicina, Prova II — São Camilo/Vunesp.)

Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem ao Centro Universitário São Camilo e à Fundação VUNESP.

Resolução comentada

O que a questão pede: a que temperatura a água ferveu no experimento e, com isso, em que altitude ele foi feito.

Passo 1 — ler o gráfico 1. A rampa é o aquecimento da água líquida; o patamar, em que a temperatura para de subir mesmo recebendo calor, é a ebulição. A água recebeu 39 000 cal até começar a ferver.

Passo 2 — a variação de temperatura na rampa:

Q=m c ΔθQ = m\,c\,\Delta\theta

39 000=650×1×Δθ39\,000 = 650 \times 1 \times \Delta\theta

Δθ=39 000650=60 ∘C\Delta\theta = \frac{39\,000}{650} = 60\ {}^{\circ}\text{C}

Passo 3 — a temperatura de ebulição. A água começou a 20 ºC:

θE=20+60=80 ∘C\theta_E = 20 + 60 = 80\ {}^{\circ}\text{C}

Passo 4 — o lugar. No gráfico 2, a água ferve a 80 ºC a 5 km de altitude: La Rinconada, no Peru. (Quanto mais alto, menor a pressão atmosférica e menor a temperatura de ebulição.)

⚠️ A armadilha: esquecer que a água partiu de 20 ºC e tomar os 60 ºC como temperatura final; nenhuma localidade do gráfico tem ebulição a 60 ºC. Outra: supor que a água sempre ferve a 100 ºC e marcar Fortaleza (alternativa C), ignorando o dado de calor.

A ideia em uma frase: a rampa dá Δθ = Q/(m·c); somada à temperatura inicial, ela dá a temperatura de ebulição, que denuncia a altitude.

Resposta: alternativa E (em La Rinconada).

Vídeo em breve

A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.

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