PUC-PR 2020 — questão 26 de Física

Enunciado em texto
Um paciente consulta um oftalmologista alegando dificuldade em observar com nitidez objetos distantes. Ao realizar os exames, fica constatado que a distância máxima de visão distinta do paciente é de 50 cm. Nesse caso, para que ele consiga ver com nitidez objetos “no infinito”, ou seja, muito distantes, o oftalmologista deve receitar uma lente corretiva de vergência igual a
(A) −2 di.
(B) − 0,5 di.
(C) 0,5 di.
(D) 1 di.
(E) 2 di.
(Enunciado: Vestibular PUCPR 2020 (Verão) — PUCPR.)
Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
Resolução comentada
O que a questão pede: a vergência (em dioptrias) da lente que corrige a visão de longe desse paciente.
Passo 1 — o defeito. Quem não enxerga bem de longe e tem ponto remoto a 50 cm (em vez de no infinito) é míope. A correção é com lente divergente.
Passo 2 — o que a lente precisa fazer. Um objeto no infinito deve ter sua imagem formada no ponto remoto do olho, a 50 cm, do mesmo lado do objeto (imagem virtual). Isso acontece quando o foco da lente divergente fica no ponto remoto:
Passo 3 — a vergência. Vergência é o inverso da distância focal em metros:
⚠️ A armadilha: dar como resposta a própria distância focal em metros (−0,5), esquecendo de inverter: é a alternativa B. A vergência é 1/f com f em metros. Outra é esquecer o sinal: +2 di (E) seria lente convergente, que piora a miopia.
A ideia em uma frase: na miopia, a lente divergente tem foco no ponto remoto: f = −(ponto remoto) e V = 1/f em metros.
Resposta: alternativa A (−2 di).
Vídeo em breve
A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.
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