PUC-Campinas 2016 — questão 19 de Física

Enunciado em texto
Para se calcular o coeficiente de atrito dinâmico entre uma moeda e uma chapa de fórmica, a moeda foi colocada para deslizar pela chapa, colocada em um ângulo de 37° com a horizontal.
Foi possível medir que a moeda, partindo do repouso, deslizou 2,0 m em um intervalo de tempo de 1,0 s, em movimento uniformemente variado.
Adote , e .
Nessas condições, o coeficiente de atrito dinâmico entre as superfícies vale
(A) 0,15.
(B) 0,20.
(C) 0,25.
(D) 0,30.
(E) 0,40.
(Enunciado: Vestibular PUC-Campinas 2016, Prova Geral — PUC-Campinas.)
Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).
Resolução comentada
O que a questão pede: o coeficiente de atrito dinâmico μ, a partir do movimento medido da moeda.
Passo 1 — a aceleração, pela cinemática. Partindo do repouso em MUV, a distância é :
Passo 2 — as forças ao longo do plano. A componente do peso que puxa a moeda rampa abaixo é . O atrito se opõe ao deslizamento e vale , com (a normal equilibra a componente do peso perpendicular ao plano). Pela segunda lei de Newton:
A massa se cancela:
Passo 3 — a conta.
Conferindo: sem atrito a aceleração seria m/s². O atrito “roubou” 2,0 m/s², e m/s². Bate.
⚠️ A armadilha: usar (sem o 1/2). Aí a aceleração sai 2,0 m/s², e a conta dá , ou seja, μ = 0,50, que nem está nas alternativas. Outro erro é trocar seno por cosseno na normal.
A ideia em uma frase: a cinemática dá a aceleração; a segunda lei no plano inclinado, , dá o atrito.
Resposta: alternativa C (0,25).
Vídeo em breve
A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.
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