PUC-Campinas 2022 — questão 35 de Física

Gabarito BTermodinâmica — trabalho de um gás numa transformação isobáricaVestibular 2022 · Medicina · Prova Geral
Enunciado — imagem da prova
Enunciado da questão 35 de Física do PUC-Campinas 2022

Enunciado em texto

O gráfico a seguir representa o volume em função da temperatura de certa massa de um gás ideal, monoatômico, durante uma transformação isobárica do estado X para o estado Y, na qual a pressão foi mantida em 1,2 . 10⁵ Pa.

[Gráfico: eixo vertical V (m³), com as marcas 0, 1 e V2V_2; eixo horizontal T (K), com as marcas 0, 200, 400 e 600. Um segmento de reta vai do ponto X (T = 400 K, V = 1 m³) ao ponto Y (T = 600 K, V = V2V_2), subindo. Linhas finas ligam X e Y aos eixos. O valor de V2V_2 não é dado.]

O trabalho, em joules, realizado pelo gás nessa transformação foi de:

(A) 1,8⋅1041{,}8 \cdot 10^4

(B) 6,0⋅1046{,}0 \cdot 10^4

(C) 1,2⋅1051{,}2 \cdot 10^5

(D) 1,8⋅1051{,}8 \cdot 10^5

(E) 6,0⋅1056{,}0 \cdot 10^5

(Enunciado e figura: Vestibular PUC-Campinas 2022, Prova Geral de Medicina — PUC-Campinas.)

Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem à Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).

Resolução comentada

O que a questão pede: o trabalho do gás ao ir de X para Y com pressão constante. Para isso falta o volume V2V_2, que o gráfico não dá.

Passo 1 — achar V2V_2. Numa transformação isobárica de um gás ideal, o volume é proporcional à temperatura absoluta (lei de Charles):

V1T1=V2T2\frac{V_1}{T_1} = \frac{V_2}{T_2}

1400=V2600\frac{1}{400} = \frac{V_2}{600}

V2=1,5 m3V_2 = 1{,}5\ \text{m}^3

(O desenho não está em escala: a altura de V₂ no gráfico parece maior. Vale a conta.)

Passo 2 — o trabalho a pressão constante. Quando a pressão não muda, o trabalho do gás é a pressão vezes a variação de volume (a área do retângulo sob o gráfico p × V):

W=p ΔV=1,2⋅105×(1,5−1)W = p\,\Delta V = 1{,}2 \cdot 10^5 \times (1{,}5 - 1)

W=6,0⋅104 JW = 6{,}0 \cdot 10^4\ \text{J}

Conferindo por outro caminho: de pV=nRTpV = nRT no estado X, nR=1,2⋅105×1400=300nR = \frac{1{,}2 \cdot 10^5 \times 1}{400} = 300 J/K. A pressão constante, W=nR ΔT=300×200=6,0⋅104W = nR\,\Delta T = 300 \times 200 = 6{,}0 \cdot 10^4 J. Bate.

Para que serve o “monoatômico”: não entra no trabalho. Serviria para a energia interna: ΔU=32nR ΔT=9,0⋅104\Delta U = \frac{3}{2}nR\,\Delta T = 9{,}0 \cdot 10^4 J.

⚠️ A armadilha: multiplicar a pressão pelo volume final em vez da variação de volume: 1,2⋅105×1,5=1,8⋅1051{,}2 \cdot 10^5 \times 1{,}5 = 1{,}8 \cdot 10^5 J, a alternativa D. Ou pelo volume inicial, 1,2⋅1051{,}2 \cdot 10^5 J, a alternativa C.

A ideia em uma frase: a pressão constante, V/T é constante (dá o volume final) e o trabalho é p vezes ΔV.

Resposta: alternativa B (6,0⋅1046{,}0 \cdot 10^4 J).

Vídeo em breve

A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.

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