ENEM 2006 — questão 58 de Física

Gabarito AEnergia — sequência de transformações de energia na gangorra de velaProva objetiva · Prova 1 (Amarela)
Enunciado — imagem da prova
Enunciado da questão 58 de Física do ENEM 2006

Enunciado em texto

A figura ao lado ilustra uma gangorra de brinquedo feita com uma vela. A vela é acesa nas duas extremidades e, inicialmente, deixa-se uma das extremidades mais baixa que a outra. A combustão da parafina da extremidade mais baixa provoca a fusão. A parafina da extremidade mais baixa da vela pinga mais rapidamente que na outra extremidade. O pingar da parafina fundida resulta na diminuição da massa da vela na extremidade mais baixa, o que ocasiona a inversão das posições. Assim, enquanto a vela queima, oscilam as duas extremidades.

[Figura: sobre uma bandeja, uma vela atravessada no meio por uma agulha, que serve de eixo, está apoiada entre dois copos; a vela está inclinada, com uma ponta mais alta que a outra; na bandeja, embaixo de cada ponta, há pingos de parafina.]

Nesse brinquedo, observa-se a seguinte seqüência de transformações de energia:

a) energia resultante de processo químico →\rightarrow energia potencial gravitacional →\rightarrow energia cinética

b) energia potencial gravitacional →\rightarrow energia elástica →\rightarrow energia cinética

c) energia cinética →\rightarrow energia resultante de processo químico →\rightarrow energia potencial gravitacional

d) energia mecânica →\rightarrow energia luminosa →\rightarrow energia potencial gravitacional

e) energia resultante do processo químico →\rightarrow energia luminosa →\rightarrow energia cinética

(Enunciado e figura: ENEM 2006, prova 1 – Amarela — INEP.)

Transcrição do enunciado original da prova, reproduzido para fins de estudo. Todos os direitos do enunciado pertencem ao ENEM.

Resolução comentada

O que a questão pede: a ordem das transformações de energia que fazem a gangorra de vela balançar.

Passo 1 — onde tudo começa: a combustão. A queima da parafina é uma reação química. A energia liberada (calor) derrete a parafina, que pinga. Sem essa energia de origem química, nada acontece: ela é o “motor” do brinquedo.

Passo 2 — o desequilíbrio cria energia potencial. Como a ponta de baixo perde massa mais depressa, a gangorra fica desequilibrada: a ponta de cima passa a ser a mais pesada. Ela está no alto, com energia potencial gravitacional disponível para descer.

Passo 3 — a descida vira movimento. A ponta mais pesada desce, e a energia potencial gravitacional se transforma em energia cinética: a vela gira em torno do eixo. Agora a outra ponta fica embaixo, pinga mais, e o ciclo se repete.

Sequência: química → potencial gravitacional → cinética.

Por que não as outras: (B) não há nada elástico (mola, deformação) no brinquedo. (C) começa pelo movimento, mas o movimento é consequência, não causa; a fonte é a combustão. (D) e (E) a luz da chama existe, mas não move a vela: ela é energia que se perde para o ambiente, não uma etapa do balanço.

⚠️ A armadilha: a alternativa E. A vela acesa “chama a atenção” pela luz, e o aluno coloca a energia luminosa no meio da sequência. O que faz a vela oscilar é a gravidade agindo sobre a ponta que ficou mais pesada.

A ideia em uma frase: a queima (química) desequilibra a vela, a ponta mais pesada fica no alto (potencial gravitacional) e cai (cinética).

Resposta: alternativa A.

Vídeo em breve

A resolução em vídeo desta questão ainda não foi gravada. A explicação escrita acima está completa, passo a passo. Novos vídeos saem no canal do Professor Filatte.

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